Juventude irrequieta no Estoril Open


Os nomes do cartaz alusivo à quinta edição do Millennium Estoril Open (de 27 de abril a 5 de maio) diz tudo ou quase tudo em poucas palavras: campeão (João Sousa), talento (Stefanos Tsitsipas), fabuloso (Fabio Fognini) e espetáculo (Gael Monfils).

Estes são os principais artistas de um cartaz que é considerado o melhor de sempre, mesmo que tenha sido anunciada a desistência do primeiro cabeça-de-série, o sul-africano Kevin Anderson, nº 6 mundial, que vai falhar toda a temporada de terra batida.

Este ano, a novidade prende-se com o estatuto de João Sousa, o melhor tenista português de sempre (28º mundial em 2016), que pela primeira vez defende um título em solo nacional, no Clube de Ténis do Estoril.

É inegável a enorme pressão a que o vimaranense, de 30 anos, está sujeito, mas a enorme experiência que leva no circuito ao mais alto nível permite que o atual nº 50 mundial possa fazer um percurso interessante no torneio. Esta edição apresenta um naipe de jogadores mais consistentes e com um nível mais aproximado e suscita uma interrogação: a vitória vai para um jovem ou para um veterano?

O grego Stefano Tsitsipas (20 anos), o australiano Alex de Minaur (20) e o norte-americano Frances Tilafoe (21) são os tenistas da nova geração, mas há que contar com o italiano Fabio Fognini (31 anos), recente vencedor em Monte Carlo, o francês Gael Monfils (32 anos) e com o campeão em título João Sousa (30 anos).

Se alguém com 24 anos ou menos ganhar esta edição do Millennium Estoril Open será uma novidade, pois os vencedores do torneio quando receberam o troféu tinham mais de 25 anos. Eis a lista:

2015: Richard Gasquet, França, 28 anos

2016: Nicolas Almagro, Espanha, 30 anos

2017: Pablo Carreño Busta, Espanha, 25 anos

2018: João Sousa, Portugal, 29 anos

 

Norberto Santos, jornalista

 

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