Mundial de Veteranos: melhor é impossível


A história e os seus lugares. Este é o enquadramento perfeito quando falamos do Mundial de Veteranos, que está a decorrer em Portugal na região da grande Lisboa com a competição a ser repartida na primeira semana pelo Complexo do Estádio Nacional, Clube Internacional de Foot-Ball, na Ajuda, e no Clube de Ténis do Estoril.

São três locais históricos e que trazem à nossa memória muitas boas recordações. O complexo do Jamor foi inaugurado em 1945, no mesmo ano em que foi criado o Clube de Ténis do Estoril, enquanto o CIF tem as suas origens no princípio do séc. XX, concretamente em 1902.

Isto apenas quer significar que quem nos visitou pisou palcos com grandes tradições tenísticas, que receberam eliminatórias da Taça Davis e centenas de torneios internacionais.

Mas, desta feita, algo verdadeiramente inédito aconteceu: Portugal foi anfitrião do Mundial de Veteranos por equipas e individualmente com um recorde de presenças para os três escalões: mais de 50 anos, mais de 55 e mais de 60 anos em ambos os sexos. Vai ficar na história do nosso ténis.

Estamos a falar de mais de meio milhar de concorrentes de 49 países, um número recorde que encontrou um padrão técnico organizativo muito acima do que é normal. Os rasgados elogios de muitas delegações e da própria Federação Internacional (ITF) são o testemunho que Portugal está a produzir um trabalho de inegável qualidade, através de vários iniciativas que não se confinam ao mercado interno.

Por isso, Portugal tem vindo a marcar pontos a nível internacional nos últimos anos ao ter encetado uma política consistente de fomento da modalidade, desde a formação ao alto rendimento com a realização de vários torneios internacionais para ambos os sexos.

Tudo isto entronca como um “puzzle”, criando uma dinâmica diversificada em todos os escalões e onde cada um tem o mérito de estar associado ao sucesso de outros. Somos um país que é referenciado por ter no circuito ATP um jogador, João Sousa, e um treinador português, Frederico Marques, e uma seleção de Taça Davis, que por duas vezes disputou a eliminatória de acesso ao Grupo Mundial em 2017 (Alemanha) e 2019 (Cazaquistão).

Este Mundial de Veteranos demonstrou, por outro lado, que Portugal está no caminho certo, fazendo despertar mais gente para a prática do ténis e que a federação tem sabido encontrar um fio condutor de equilíbrio que tem merecido o aplauso das entidades oficiais.

E no próximo mês, a assembleia geral eleitoral, pode trazer boas novidades para a modalidade.

 

Norberto Santos, jornalista

 

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