Longe dos grandes palcos desde que perdeu nos quartos de final do ATP 250 de Santiago no Chile, então a gozar uma das seis semanas na elite do top-100 (87.º), Jaime Faria aproveitou este regresso volvidos dois meses para desfrutar o encontro na ronda inaugural do Millennium Estoril Open. A lesão no pé esquerdo, “100% superada”, não causa do afastamento do número dois nacional, agora 105.º do ranking, diante do lucky loser espanhol, Bernabe Zapata Miralles, que deixou o palco principal derrotado, mas de coração cheio pelo apoio recebido durante as 1.22 horas que permaneceu em court até ao 3-6 e 6-7 (2/7) no marcador.
“Não me senti muito bem, estava um pouco lento, pouco ágil em campo. É normal depois de dois meses sem jogar. Mesmo aqui não foram os dias mais fácéis, ontem [terça-feira] acordei cheio de dores de costas, foi um milagre jogar e até competir bem. Estou feliz com a minha atitude”, reforçou o lisboeta de 21 anos, reconhecendo o “mérito do adversário que jogou bastante bem”, não obstante figurar na 380.ª posição da tabela ATP na qual figurou em 37.º há dois anos.
Literalmente a aproveitar o momento, Jaime interagiu com o público, apelando ao apoio ou enviando beijo para as bancadas, quando cada um dos dois pontos de break convertidos reforçava a esperança de uma reviravolta do jovem treinado no Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis.
“Estava a desfrutar do encontro, adoro competir, já não o fazia há dois meses e ter o público a puxar por mim foi especial. Estes momentos são para desfrutar, há que aproveitar estes momentos bonitos que a vida nos dá. Senti que conseguia competir e ter uma boa atitude”, salientou Jaime Faria que ruma agora a Itália e ao qualifying do Masters 1000 de Roma. Enquanto isso, pelo Estoril, Nuno Borges e Gastão Elias seguram nas cordas das raquetas as cores da bandeira de Portugal.
Foto: Millennium Estoril Open