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O que mudou em 5 anos


Há razões mais do que suficientes para afirmar que o ténis português está a passar por uma fase de profunda alteração estrutural, rompendo com uma mudança de hábitos, sendo esta, na realidade, uma nova era.

Antes do início de Roland Garros e num balanço aos últimos resultados nesta temporada importa salientar o mérito de muitos agentes, desde jogadores, treinadores, organizadores de eventos e direção federativa.

Portugal tem vindo a cimentar uma posição respeitável tanto nas assembleias da Federação Internacional de Ténis como no ATP World Tour, em grande parte devido à elevada qualidade dos padrões de qualidade dos seus eventos.

O esforço que tem sido feito nesse sentido tem cativado muitos interesses e proporcionado uma feliz simbiose em termos de retorno e de patrocínios, devidamente conjugada com a obtenção de resultados.

As últimas três semanas são uma prova disso mesmo através do Millennium Estoril Open (vitória de João Sousa), Braga Open (triunfo de Pedro Sousa) e Lisboa Belém Open (com Pedro Sousa a chegar às meias-finais).

Esta onda de verdadeiro entusiasmo contagiou adeptos e agora resta esperar mais um ano para uma nova edição. A realização de dois torneios Challenger foi a moldura perfeita para enquadrar a vitória de João Sousa no Estoril e mostrar que estas competições são indispensáveis ao progresso do ténis nacional, a par dos Futures que fazem parte do processo de formação dos nossos jogadores no alto rendimento.

Entre a vitória de João Sousa em Guimarães, em 2013, e a de Pedro Sousa em Braga, em 2018, há um intervalo de cinco anos, tempo suficiente para se balizar as diferenças e de analisar a evolução.

Vejamos então uma comparação dos rankings, a seguir aos Challengers de Guimarães e de Lisboa/Belém:

2013 (29 julho):

1º João Sousa, 90º

2º Gastão Elias, 132º

3º Pedro Sousa, 260º

4º Rui Machado, 357º

5º Frederico Gil, 497º

6º João Domingues, 553º

7º André Gaspar Murta, 724º

8º Frederico Silva, 729º

9º Leonardo Tavares, 812º

10º Henrique Sousa, 1.152º

 

2018 (21 maio):

1º João Sousa, 48º

2º Gastão Elias, 107º

3º Pedro Sousa, 120º

4º João Domingues, 210º

5º Gonçalo Oliveira, 221º

6º João Monteiro, 268º

7º Frederico Silva, 311º

8º Frederico Gil, 426º

9º Nuno Borges, 540º

10º Tiago Cação, 689º

 

E agora atentemos o que mudou em 5 anos:

1 – João Sousa estava a fazer a abordagem aos torneios do Grand Slam, jogando os quadros principais.

2 – Há 5 anos, o vimaranense ainda não dispunha de um fisioterapeuta para o acompanhar aos grandes torneios.

3 – Portugal organizava metade dos Futures masculinos comparativamente à oferta que existe para 2018.

4 – Ainda se vivia de imagem de Frederico Gil, finalista do Estoril Open em 2010.

5 – João Sousa tinha sido o quarto jogador a integrar o top 100 mundial. Fê-lo aos 23 anos em 15 de outubro de 2012, ocupando o 99º lugar.

6 – Gastão Elias foi o quinto e último jogador a juntar-se ao top 100 ATP. Aconteceu quando tinha 25 anos, a 25 de abril de 2016, com a 94ª posição.

7 – Desde a vitória de João Sousa em Guimarães (2013), Portugal somou 10 títulos em torneios Challenger.

8 – Portugal voltou a estar representado em singulares e pares nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro (2016), através de João Sousa e Gastão Elias.

9 – Pela segunda vez na história, Portugal disputou o playoff de acesso ao Grupo Mundial na Taça Davis, defrontando em setembro de 2017 a Alemanha.

10 – A passagem do 93º aniversário da Federação Portuguesa de Ténis ficou marcada pela assinatura do contrato com o governo que permite à entidade federativa assumir a gestão do complexo do Complexo do Estádio Nacional, dotando o CAR Jamor Jogos Santa Casa de melhores condições.

 

Norberto Santos, jornalista

 

 

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