Um 2019 cheio de esperança


Se 2018 pode ser considerado como um dos melhores anos de sempre para o ténis português, 2019 promete ser um ano cheio de esperança a avaliar pela assinatura relativa ao auto de cedência do centro de ténis do Estádio Nacional.

Na realidade, a formalização do ato oficial que decorreu na sede do Instituto Português do Desporto e Juventude confere à Federação Portuguesa de Ténis uma enorme responsabilidade, mas ao mesmo tempo abre o caminho para rasgar novos horizontes.

Na formalização do ato estiveram presentes a Direção Geral do Tesouro e Finanças, representada pelo Subdiretor-geral do Tesouro e Finanças, Miguel Marques dos Santos, o Instituto Português do Desporto e Juventude, através de Vítor Pataco, e Vasco Costa, presidente da Federação Portuguesa de Ténis. O secretário de Estado do Desporto e Juventude, João Paulo Rebelo, também esteve presente.

É com este novo estado de alma, devidamente bem suportado por uma gestão financeira bem equilibrada, que permite encarar os próximos desafios bem exigentes em duas áreas fundamentais: a formação e a competição.

Situado numa zona de excelência, o complexo do Estádio Nacional oferece condições ímpares para a prática do desporto e no caso do ténis em particular isso tornou-se uma realidade a partir do Verão de 1945, aquando da sua inauguração com um festival onde estiveram presentes grandes nomes da modalidade.

Quando se caminha para a festa das Bodas de Diamante, a Federação Portuguesa de Ténis irá dar corpo ao longo dos próximos meses a alterações significativas com a cobertura de 3 campos de terra batida, além da construção de 6 campos em resina acrílica (2 de terra batida serão transformados em piso rápido e mais 4 novos), construção de salas técnicas de apoio, sala de aquecimento polivalente com ginásio e balneários.

O complexo passará a ter 35 campos mais o antigo central do Estoril Open.

“É um desafio marcante para o ténis português e sempre defendi que teremos condições tão boas como aquelas que existem no estrangeiro. Portugal vai ter um dos melhores complexos da Europa”, comentou Vasco Costa, bastante agradado com a assinatura do auto de cedência, uma velha aspiração de outras direções, mas que só agora foi possível concretizar.

O Estádio Nacional carrega um enorme peso histórico e basta lembrar as várias eliminatórias da Taça Davis, desde o final dos anos 40, até à realização do primeiro torneio ATP em Portugal, em 1983, apoiado pela Federação Portuguesa de Ténis, e cuja vitória pertenceu o sueco Mats Wilander.

Além disso, o Estádio Nacional proporcionou aos adeptos do ténis outros grandes momentos, através do Estoril Open (1990-2014) e centenas de torneios internacionais e nacionais, que abrangeram todos os escalões. A pequenada viveu momentos inesquecíveis através do “Sport Goofy”.

A partir de agora há uma nova esperança.

 

Norberto Santos, jornalista

 

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